Ganhei de presente do Manoel Fernandes, da Bites, o livro: “Do Broadcast ao Socialcast” e adorei. Não queria mais que acabasse. Cada idéia legal que eu tirei de lá… E de tão legal que eu achei, tive a idéia de contar alguns trechos que me fizeram pensar bastante. O livro é uma coletânea de textos de várias feras da web. Aí vai:

A era do autor 2.0

No broadcast consideramos: uma linguagem, uma mensagem e múltiplos meios. No socialcast temos de considerar: múltiplas linguagens, uma mensagem e múltiplos meios. Como fazer isso? Aprendendo a escutar e dialogar. Só conseguimos engajar pessoas nas causas de nossas marcas quando as deixamos participar como coautores ou criadores da linguagem apropriada à sua rede social.

Marcos Souza Aranha [iChimps]

Peça desculpas, não peça licença…

Nos últimos 2 meses 20 reuniões se apresentaram no meu intenso e estressante dia a dia profissional: fui discutir geoprocessamento, sustentabilidade, CRM, blog, rastreamento de boatos na internet, advergames, outernet, podcasting, sms, links patrocinados, busca orgânica, mobile marketing, click to call, web 2.0 […] Das reuniões citadas, 90% não têm literatura ou livros a respeito – são assuntos que estão sendo construídos pelo mercado sem a interferência das universidades e de seus acadêmicos […] Há exatos oito anos, ou seja, desde a virada do milênio, eu não consigo mais explicar para os meus pais o que faço na minha atividade profissional; nos últimos dois anos não consigo explicar para os meus pares na empresa o que estou fazendo e, mais recentemente, a minha esposa me ouve ao telefone falando de assuntos sobre os quais ela não tem a mínima idéia do que significam […] Já se foi o tempo em que a escola era o único lugar em que você aprendia e a empresa era o único lugar em que você trabalhava. […] Em uma reunião recente relatei que estávamos com 40 mil palavras patrocinadas no Google e que o investimento para o ano seria de R$1 milhão. Todos ficaram atônitos e não entenderam absolutamente nada. Quando expliquei que, das 40 mil palavras, 15% tinham erros de português e que havíamos vendido naquela semana um apartamento com a palavra patrocinada gravidez com “s” ao custo de R$5 centavos, a casa veio abaixo. […] Reúno apenas algumas escassas certezas. Uma, que vou morrer; a outra, a certeza de minha próprias dúvidas; a terceira, que não peço mais licença e peço desculpas na maioria das minhas decisões. Só assim consigo avançar com as práticas inovadoras de uma empresa 2.0.

Romeo Deon Busarello [Tecnisa]

Relevância e audiência: a importância do capital social

A “moeda” do socialcast é a atenção que cada integrante de uma rede recebe dos demais.”

Marcelo Coutinho [Ibope]

Reinventar ou morrer

O país é pobre, o acesso à tecnologia ainda é caro, mas 40 milhões de usuários do MSN ou 140 milhões de usuários de telefonia celular não podem estar errados. As pessoas encontraram uma forma de ampliar a sua voz! […] Aprender com cases como a Dell, que transformou limão em limonada ao criar o site Ideastorm que integra o desenvolvimento de seus produtos com a voz do consumidor, é sucesso.  “Se não for desta forma não é 2.0, é 1,99”, como diz meu sócio e parceiro Ronaldo de Souza.

José Luiz Schiavoni [ S2 Comunicação Integrada]

Qual o papel de uma agência de mídias sociais?

Em todo período de transição, existe um desconforto diante da novidade e do poder libertário e caótico das redes sociais. As empresas descobrem diariamente o poder dessas redes e há uma certa paralisia em relação ao que fazer. A má notícia é que não fazer nada é a pior estratégia.

Sérgio Cavalcanti [PeopleMedia]

Um olho no gato e outro no mouse

Por isso, é mais fácil dominar a tecnologia do que entender a alma humana. E essa é a principal matéria-prima para quem trabalha em comunicação: as crenças, os sentimentos, os sonhos, que nem sempre estão em sintonia com os chips ou os softwares.

Ruy Lindenberg [Leo Burnett Brasil]

A consagração do dedão

Você vai apertar a campainha e usa qual dedo? Se for o indicador, você quase certamente tem mais de 30, porque os mais jovens usam o dedão. Simples assim. Os dedões mais novos, e as porções do cérebro que as controlam, estão se adaptando aos celulares, playstantions e controles de consoles há anos. […] Durante muito tempo, pensadores e analistas “mais velhos” teorizaram que ninguém nunca faria nada de útil num celular […] Esqueceram, como sempre, de ler Douglas Adams (sobre o futuro)… “Tudo o que já existia no mundo antes de nascermos é absolutamente natural; as novidades que aparecem enquanto somos jovens são uma grande oportunidade e, com alguma sorte, podem até ser uma carreira a seguir; mas tudo que aparecer depois dos 30 é anormal, um fim do mundo que conhecemos, até que tenhamos convivido com a coisa por uns dez ou 15 anos, quando começa a parecer normal.”

Silvio Meira [CESAR]

Para os curiosos, AQUI está o livro na íntegra.

Bjoka de UpaLupa

Anúncios